INSPIRAÇÕES DO POETA

8 de ago de 2009

Ostra




Amo as pérolas geradas,
Em meu ventre de ostra.
Duas madrepérolas
Por corpos estranhos fecundadas
Ostra-mãe! Encosta o ventre na pedra.
Ampara e suga os plânctons e algas,
Dando origem ao esplendor.
Amor que empedra.
Do nascer, sólido ou líquido e tão primitivo.
Capaz de solidificar a vida.
Sou a casca, a casta, o casulo.
Sou ostra alada. Sou o motivo.
Pérolas desejadas. Esféricas. Jóias raras!
Saiam de mim e encarem o mar, e o que é preciso.
Não vou poupá-las, por que amor não é presídio.
É vicio de liberdade. Mostrem suas caras!
Embora árdua, a sina humana,
Meus planos, não são carrascos.
Sou ingênua! Ostra-mãe,
Que pérolas gera e ama.

2 comentários:

Úrsula Avner disse...

Oi Ira, mais um poema encantador ! Amo pérolas e escrever sobre elas de forma poética é um exercício fascinante. Bj.

camilla disse...

eu te amo muito minha mãe!!