INSPIRAÇÕES DO POETA

1 de mar de 2009

OUTROS VENTOS

Até, quem sabe, um dia.
Cedo ou tarde estarei feliz.
Talvez pensando no que poderia ser insólito,
Mas findou-se vazio, mórbido.
Não há mais regresso, verso ou poesia.
Há talvez, um amor perverso, ventania.
E não há mais elo,
O castelo foi de areia.
Ruiu na primeira maré do dia.
Cante tempo as canções de esquecimento!
Pois o tempo é sabedor.
Traz bons ventos pra içar as velas.
Sela a dor no remanso das águas.
Águas claras, calmaria.
Traz na manhã esse amor de sentinela,
Que afoga no fundo do mar as mágoas.

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