INSPIRAÇÕES DO POETA

20 de abr de 2009

Ressaca.

Ando de ressaca! Saca aquele bode que a gente amarra?
A cor desbotou, a comida salgou, o vizinho que te alugou querendo duas ou três batatas.
Um gosto de travesseiro na boca, a mosca que caiu na sopa. No último restinho de sopa!
Porra! Vê se me deixa. Quem sabe to lá na esquina. Sou menina, e não sei de nada.
Guarda as perguntas pra quando eu crescer,
Talvez possa te responder, ou então, só andar...
Andar pra ser adulto, adúltero. Confuso no fuso e na memória.
Inventando ideologias, teorias, histórias de cárceres.
Mas por favor, não tarde a me entender!
Preciso urgentemente de gentilezas, de mesa com candelabros,
Vinhos brancos gelados e por Deus, Me surpreenda!
Nada de conversas amigáveis, discos notáveis, orgasmos insuperáveis.
Seja apenas humano, enquanto isso eu me dano a vomitar meus enganos.
Ando de ressaca, mas to afim de você pacas.

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