INSPIRAÇÕES DO POETA

14 de jun de 2009

MAFRA

Sonho, que até a costa de Mafra minha alma desgovernada nada.
E ancorada na praia, essa ânsia de mar e amar.
Há de sentir o murmúrio das ondas, que dizem que você existe. Triste,
Eu sou, mas hei de tocar o amor que um dia me espera, vocifera.

Por outras vidas caminhamos. Amamos,
Como se deve amar. E não há o que temer. Submeter,
O coração ao oceano é sina genuína.
É fleuma de dois, pois somos ímpar e par.

Posso em devaneio te tocar os negros cabelos. Pêlos,
Que entre os meus dedos escorrem. Correm,
As vontades. Quero-te completamente meu, Romeu,
Sem morte. Quero-te com crueldade e bondade.

Digo que és tudo o que desejei e mais, mas,
Por Deus faz-me acreditar que é verdade. Tarde,
Já se faz, e mesmo que se deleite em leitos. Peitos,
Não te fartarão jamais. Porque é teu, meu leite. Aceite!

A falta que meu amor te faz. E esse sentimento tamanho, estranho,
Que não cabe em qualquer forma concreta. Posto que seja livre e imenso, penso,
Que seja sina de poeta. Por isso Perdôo-te pelas noites ordinárias que há de Ter. E prometer,
O que jamais vai sentir, só pra ter meu gosto, num rosto qualquer de mulher.

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