INSPIRAÇÕES DO POETA

1 de nov de 2010

As Meninas






As meninas são belas,
Sãs, espertas, tagarelas.
São amores do ninho.
Amores agarradinhos.
A cara do pai! Mas nem tanto.
Herdaram meus encantos.
Perdoem à presunção,
Mas da minha genética, não abro mão.
São duas, as meninas.
Uma é Camilla, a outra é Fernanda.
Uma manda, a outra desmanda.
Gênio ruim? Que nada!
São ciumentas, as danadas.

As meninas são responsáveis
Por meus desvelos intermináveis,
Por esse afeto desmedido
Que chega até ser dorido.
Tolas, por pouca idade.
Desconhecem os medos da maternidade.
Olha a hora! Cuidado com a rua!
Vê se fica na sua...
Come tudo. Olha o casaco!
Elas acham tudo isso um saco.
No fundo, também acho,
Mas de fato, não relaxo.

As meninas são muito amadas.
São minhas fortes aliadas,
Apesar dos erros seus e meus,
Mas nessa tribo, o cacique sou eu!
São filhas, mães, amigas,
São frutos que Deus bendiga.
São pequenos passarinhos
Que aos poucos saem do ninho.
Ganham o céu em revoada
Atrás da liberdade sonhada.
Desfecho inevitável!
O vôo legitimável.
Vôem, meninas passarinhas!
Que pra mim serão sempre,
Meninas minhas.

27 comentários:

CANELAFINA disse...

É bem assim minha pequena Larissa , agora com24 anos ainda me faz perder o sono, me preocupar na sua ausencia, ela ja voa como um passarinho , vem ao ninho onde tambem o cacique sou eu e o abraço apaixonado sempre a lhe esperar.
Grande reflexão, emoção que vivemos na maior pureza. Amor incondicional, é isso ai, um abraço. Eduardo

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Iramiga

Duas meninas é um tema muito interessante: Uma manda, a outra desmanda, confissão sincera de quem não sabe o que mais fazer dom as duas. Bonito texto bonitas fotos.

Amiga

Chego aqui por intermédio do nosso Amigo AC do INTERIORIDADES e estou muito satisfeito por te ter encontrado. O teu blogue é muito interessante, e bem escrito. O que, para mim, que sempre ganhei a vida a produzir prosa tão honesta quanto possível, (sou jornalista e dizem que também escritor, dizem…, e aos 69 anos não me sinto velho) é motivo acrescido de satisfação.

Espero que me retribuas a visita e deixes comentários na Minha Travessa. E, já agora, que te tornes minha (per)seguidora. Não é pedir muito… Obrigado

Qjs = queijinhos = beijinhos

NB – Peço-te desculpa por este comentário ser tão longo; mas tenho de referir que é um texto base, ainda que com algumas apreciações individuais e específicas. Infelizmente não sou dono do tempo, e a sê-lo seria uma chatice… Para que não haja dúvidas. Mas, é sincero.

Ana Agarriberri disse...

Ah querida Ira! Que declaração linda! Parabéns pelas meninas, lindas, como você. E como disse no post, "desfecho inevitável", essa história de voar, cada vez voos mais intensos e altos. Belo poema. Beeejo,beeejo, ótimo feriado. :)

Lily disse...

Ira,

Fez-me lembrar do Chico:

"Olha as minhas meninas
As minhas meninas
Pra onde é que elas vão
Se já saem sozinhas
As notas da minha canção
Vão as minhas meninas
Levando destinos
Tão iluminados de sim
Passam por mim
E embaraçam as linhas
Da minha mão..."

Eu canto no singular:

Olha a minha menina...

Beijos, prazer em conhecê-las!

P.S.: parece três irmãs...

Carol disse...

Lindas e grandes meninas!

Franck disse...

Bela e justa homenagem! Achei tão pessoal que é melhor não tecer comentários, apenas degustar cada palavra...
Bjs*

Marcos de Sousa disse...

Linda homenagem. O ritmo dado ao texto é simplesmente envolvente.

| A.Luiz.D | disse...

Lindas meninas, herança e beleza!
Mulheres, filhas de sua adorável poesia, tu conhecem bem o seu ninho, seu abraço, amor de mãe..

bjos Ira sempre..

Rob Novak disse...

Todas lindas, e meninas! :)

Bjs

Palavrácido disse...

Quão doce é seu poema!
que adorável a maneira que escreves!
fiquei enebriado com o carinho embutido em suas palavras entregues a suas filhas! que bonito ter uma mãe assim! também tenho uma mãe assim e salve os que tem uma mãe assim! parabéns por tanta dignidade embutida em seus olhos reflectidas nas palavras! Adoro sempre vir aqui!
Beijos,

Atenciosamente,

Dan M.

Marinha disse...

Que homenagem linda! Sorrisos lindos! Poesia linda! Tudo é lindo por aqui.
Saudações poéticas, Ira.
www.construtoradepalavras.com.br

C@urosa disse...

Olá minha querida amiga Ira Buscacio, que magnífica homenagem, o coração fala mais alto e se manifesta através desse belo poema,parabéns, muita paz e harmonia e muita mais inspiração em seus dias.

forte abraço

C@urosa

Tuca Zamagna disse...

Ô meninas mais abençoadas, por terem a mãe que têm. Como não voarem, bem passarinheiras, se já saíram do ninho vendo a mãe flanar à vontade pelas infinitas altitudes da alma?

Beijos, querida

P.S.: O padrão deste poema me lembra o preferido do poeta picaresco italiano Trilussa, que gostava de "colorir" sua poesia assim, em sucessão de versos rimados dois a dois.

Saulo Taveira disse...

Gatona, estou viajando e na corrida. Mas fica aqui o convite pra você ir e nos encontrarmos lá. Será um prazer assistir Bethânia em tua companhia.

Volto depois pra te ler e comentar.

Beijos.

Carolina disse...

Olá Ira! que belas palavras. O amor de mãe para meninas a sair do ninho! Eles são muito bonitas (como a mãe). Você tem muita sorte de ter duas meninas tão boas pessoas. Parabéns, eles são a sua maior conquista.
Este texto me tão animado, cheio de ternura.

Tuca Zamagna disse...

Já postamos L'uccelletto no DS, Ira, em tradução da Elza feita a partir do original no dialeto romanesco. Ela não respeitou as rimas dois a dois, para ser mais fiel à trama. Achei que ficou bastante bom. Quanto a declamar o poema, pensei em fazê-lo eu mesmo, no original. Mas estava meio rouco na época, e preferimos anexar a gravação feita por uma voz quase tão bonita e vigorosa quanto a minha: a do Andrea Bocelli...

Confira no link abaixo. Se não gostar, proteste, que eu gravarei a minha interpretação de L'uccelletto especialmente para você.

http://tucazamagna.blogspot.com/search/label/Trilussa

Beijos

Leandro Charlie disse...

ADOREI!!!! Seu Blog, seus textos parabéns ...Estou te seguindo. Grande beijo.

Marcelo R. Rezende disse...

Que meninas lindas.
E eu jurando que eram suas irmãs, leio o texto e são suas filhas.
Amei.

Beijo, Ira.

Márcio Kindermann disse...

AH... as mães, sempre tão zelosas.

... algumas tem sorte de serem filha de poeta, aí, recebem rasgações em formas de versos, amor traduzido em palavras...sorte delas.
Bj meu
mk

*Caramba concordo com o Marcelo!!
Filhinhas que se cuidem... com uma mãe dessas na área.... rsrsrs

Érica disse...

Ah! vc é uma lindona mesmo!... sabe que me emocionou, lembrei da minha mãe, se dirigindo a mim, "não conhece os medos da maternidade" rsrsr, mas sou ajuízada, eu acho rs

hein! ta todo mundo com tazão,parecem 3 molecas!

tava com saudade de passar por aqui... beijãO

Phivos Nicolaides disse...

Você está procurando ao mesmo tempo bela, charmosa e sexy! Um grande beijo para você Ira.

Lila disse...

Loiruda...acho que vou escrever um post que começará assim: Meu hospício masculino ! rssssssssss
Amo
Bjs meus.

Machado de Carlos disse...

Belíssimas! Parabéns! Uma bela família!

Beijos!...

Marcio Nicolau disse...

tão singelo... Gostei muito.

Leandro Charlie disse...

Eu falando de meus pais, vc de suas filhas, também tenho filhos, e irei falar sobre eles
numa próxima postagem. Bjs.

█► JOTA ENE ◄█ disse...

ººº
As meninas, especialmente, a autora do blog, são lindas e ponto final, rs

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Ira,
Lindo o poema e a mãe de poemas lindos e suas filhas, três irmãs...
Tanta beleza junta só pode mesmo dar em ternura e inspiração, poeta-mãe...
Alguém citou lá atrás e também me lembrara a canção do grande pai de poemas lindos que é Chico Buarque de Yolanda...
Prazer imenso estar-me aqui, moça sensível e simpática in Rio...

Abraço poético,
Pedro Ramúcio.