INSPIRAÇÕES DO POETA

28 de jun de 2010

Esquecimento




Tenho vontade, às vezes e quase sempre, de invadir sua indiferença com um texto rasgado em obscenidades. Gritar, xingar e perfurar seus olhos que lêem minha franca fragilidade, com os detritos da minha dor.
Eu te proíbo ter esse coração lúcido, essa alma silenciosa que faz de conta ser inatingível!
Não te dou o direito de não me deixar te amar, com toda minha rendição, pois foi tua boca que provocou essa inclinação, no primeiro dia dos restos de nossos dias.
Por obséquio, não me fragmente, ainda preciso estar inteira, no tempo que meu amor cansar de ser ilha a espera da embarcação e virar uma Atlântida.
Eu esquecerei que sou! Submergida. Esquecerei que dormi ao teu lado meu corpo, meus sonhos e o desejo de viver juntos. Esquecerei nossas juras, os cheiros e nossa falta de pudor. Terei os sentidos mergulhados no invisível e serei muito mais do que eu, mais do que esse amor que não morre e não mata.
Serei esquecimento de mim!

5 comentários:

Márcio Kindermann disse...

Mas não é sempre assim, esquecemos de nós para viver intensamente o outro, o amor!
Cara, é esse seu entender de nada sei que me encanta, vida rasgada.
Sempre lindo esta aqui..;.adoro isso.

Rosemildo Sales Furtado disse...

Passar por aqui é importante porque a gente sempre aprende algo mais. Belo texto. Parabéns!

beijos e fique com DEUS.

Furtado.

Jacson Faller disse...

Ótimo teor!!! Bem como sinto-me às vezes... mas sempre desisto. Abraço.

MENEZES disse...

Fadinha eslava... olha eu aki travez.. tem concurso lá no blog... faz vizitinha! bjs

MENEZES disse...

Voltei pra ler (digo) sentir com calma!