INSPIRAÇÕES DO POETA

8 de ago de 2012

Theatron lll





Sei teu riso esquecido na boca
Sei da mentira sob a superfície frouxa
Sei teu choro,
Tua morte,
Que corre pelos canos das veias,
Qual bala dundum
Boommm! Explode!
E mata, e morre
O alvo está qualificado e debocha em pleno funeral
Então vem! Geme! Treme!
De maldade e de investida
Ainda é cedo pra ler a notícia!
Fuma-me até faltar o ar,
Até a polícia chegar.

Sei do desvio que te trouxe ao meu hospício
Sei da loucura que te arreganhou os dentes
Sei tua cara,
Tua vida,
Que corre pelos esconderijos das damas,
Qual trepada na cama de um bordel mixa
Zoom! Fotografia
E queimas em brasa
O negativo está qualificado e a paisagem estufa
Então vem! Pronto, tonto
De vontade e de fraqueza
Já é tarde, os nervos venceram o medo
Mate-me até dormir,
Até a polícia partir

11 comentários:

Marcelo R. Rezende disse...

Que lindo!
Cada coisa que a gente lembra, não? É coisa demais entremeada na gente. Nos esquecemos de nós, na maioria das vezes, para sobrar espaço na memória para aqueles nos cativam tanto. Eu faço isso direto. Não gosto, serve-me de alguma forma, mas preferia ter tempo pra mim.

Beijo, Ira. Sempre impecável.

Assis Freitas disse...

no que se sabe há muito a adicionar, permitir-se a urgências



beijo

Jorge Pimenta disse...

quando as urgências se fazem tarde de mais... de que nos vale saber ou acreditar saber? o corpo é sempre cigarro de ponta curta com pálpebra negra sobre a boca. e a explosão faz-se o mínimo denominador comum.

beijinho, querida ira!

Cecília Romeu disse...

Ira, linda aquariana!

Antes da polícia chegar, ou até a polícia partir, todas as urgências submetidas a breve satisfação do tempo.

Beijos e ótimos dias!

Ricardo Miñana disse...

Interesante entrada, un placer pasar por tu espacio.
que tengas un buen fin de semana.
saludos.

Luiza Maciel Nogueira disse...

poesia de cinema em ação, você trabalha com teatro? lindo e tão vívido que parece enredo de cinema

beijos

Caroline Godtbil disse...

Intensidade é mato... como numa peça de teatro com música do Chico de quebra! Vida real palpitando nas palavras...
Beijo.

Anna Amorim disse...

"...os nervos venceram o medo."

Continuo a apreciar.

Beijo enorme,

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

por vezes sabemos tanto e vimos tão pouco, há uma viseira que se chama paixão, que não nos deixa ver nada, e quando a retiramos por vezes é tarde.
Como sempre adorei.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

F. Otavio M. Silva disse...

Oi Ira, estou de volta, nem sei quantas vezes disse já disse isso, srsrs. Bom... Vejo que você está mais inspirada do que nunca, por essas ultimas postagens, apenas dei uma olhadela por cima, depois volto com mais calma pra contar alguns que eu gostar.

Forte Abraço.
F. Otávio M. Silva.

Cris de Souza disse...

Cinematográfico!

Beijo, poeta irada*