INSPIRAÇÕES DO POETA

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7 de jun. de 2011

Marginal



Amor, corre, corre!
Córrego pra algum lugar,
Que não eu, margem.
Bem poderias cessar.
Matar-se com destino,
Que é meu, de secar

Amor, corre, corre!
Correnteza de ir além
Que não eu, aqui só.
Beija-me sem ficar.
Mato-te com destino
De me fragilizar

Amor, corre, corre!
Cor de outras águas
Que não eu, sede.
Pedra dura sem ar.
Mato-me com destino
Afogado, de não ver o mar.

Ouvi as vozes das represas, só ouvi, longe, longe, longe!