INSPIRAÇÕES DO POETA

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3 de mai. de 2011

Valentina, Canção de Ninar




Sem parto nem dor, te pari na noite que chorei
Num caminhar de lá pra cá, com seios secos de leite.
E todas as filhas de meu ventre fundiram-se em ti,
Pequena gente que trouxe o sol na madrugada!

Ouvi o ruído de teu destino explodir a porta estreita,
Quantas luzes de estrelas invadiram minhas pálpebras.
Olhei-te pela primeira vez como se nascesse pra ver-te,
Teus olhos acordados de vida, vestígios da minha herança.

Honraste-me com inocência e doçura esses dias nonsense,
Em que vou morrendo a vida sem pensar e intimamente.
Valente Valentina! Vem me ninar o sono de te sonhar.
Deita em meu peito que não cabe em si, de amoramento.

Valentina! Valentina! Menina da menina minha.