Sem parto nem dor, te pari na noite que chorei
Num caminhar de lá pra cá, com seios secos de leite.
E todas as filhas de meu ventre fundiram-se em ti,
Pequena gente que trouxe o sol na madrugada!
Ouvi o ruído de teu destino explodir a porta estreita,
Quantas luzes de estrelas invadiram minhas pálpebras.
Olhei-te pela primeira vez como se nascesse pra ver-te,
Teus olhos acordados de vida, vestígios da minha herança.
Honraste-me com inocência e doçura esses dias nonsense,
Em que vou morrendo a vida sem pensar e intimamente.
Valente Valentina! Vem me ninar o sono de te sonhar.
Deita em meu peito que não cabe em si, de amoramento.
Valentina! Valentina! Menina da menina minha.