
Escreva-me uma certeza que blasfemarei até o inferno com os dedos apontados a tua bunda.
Ousas coroar-te com vestes imperiais, pobre mendigo de ti mesmo, que há tempos o veludo foi corroído por ratos albinos.
O diabo repugna o teu sexo até o escroto e nem ele ejacula tanta sordidez
A tua espécie prolifera e mija sobre os nomes vazios de gente, estes contaminados, que prostrados sufocam-se.
Ah, que teu crânio escuro seja devorado por famintas aves negras e que de ti não sobre qualquer pensamento!
Cavarei a terra e enterrarei teu relógio agarrado ao pulso, com os tic-tac das horas, a sentir todo o pecado no sangue.
Dirás no último afã: E meu espírito?
Este é pesadelo dos vivos e não meu!